Artrite Reumatóide e Esclerose em Múltipla

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Descoberta de potencial cura para a EM


Um estudo realizado pela Northwestern University School of Medicine in Chicago sugeriu que transplantes de células-tronco podem controlar e até mesmo reverter os sintomas da esclerose múltipla, se o tratamento for iniciado a tempo.
Nenhum dos 21 voluntários diagnosticados com a doença, que tiveram células-tronco retiradas da própria medula óssea, piorou durante 3 anos. E, de acordo com os pesquisadores, 80% dos pacientes melhorou ao menos um ponto na escala de problemas neurológicos.
Mais testes ainda estão a ser planeados, mas a comunidade científica já considera os resultados encorajadores.
No início da doença, a maioria das causas do sistema são parcialmente reversíveis. Mas, depois de dez ou quinze anos sem tratamento, efeitos secundários começam a aparecer e os danos neurológicos são irreversíveis.
Outros testes haviam sido feitos antes, mas nenhum mostrou resultados tão optimistas além do tratamento com células-tronco.
O tratamento começa com a extração das células-tronco da medula óssea do paciente. Esse material é congelado enquanto drogas, que destroem as células danificadas pela Esclerose Múltipla, são administradas. Depois, as células-tronco são usadas para substituir as células destruídas do sistema imunológico.

Fonte:

Análise: 
A descoberta de potenciais curas/tratamentos tem aumentado exponencialmente a esperança e o estímulo de uma nova vida, mais sã, para os que sofrem de esclerose múltipla. Este tratamento vigora em substituir as células doentes (sem revestimento de mielina), através da morte celular, por células tronco, ou seja, células indiferenciadas que, consoante o tecido orgânico em que se encontram, podem  "especializar-se" em determinadas características para que desempenhem funções específicas daquele determinado tecido. 
Desconhecida a causa natural desta doença, este novo tratamento é pouco mais que um tiro no escuro. No entanto, é através destas experiências que se vão traçando novos caminhos que têm mais potencialidade em atingir a meta desejada, que é a cura. Esta é, portanto, um dos melhores procedimentos para travar a doença. Combinando com isto resultados futuros e o conhecimento da genética (pois este processo de substituição não pode alterar o código genético do doente, ou seja, não pode impedir a continuação da produção de células deficientes, uma vez que não altera o ADN do indivíduo), estamos uns passos mais perto de obter um "stop" à EM. 

Por: Daniela Freitas Canha e Sá.


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