Artrite Reumatóide e Esclerose em Múltipla

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O poder da canela no tratamento da esclerose múltipla


Um neurologista da Rush University Medical Center, EUA, recebeu uma autorização do National Institutes of Health (NIH) para avaliar se a canela, uma especiaria amplamente usada na culinária, poderá parar o processo destrutivo da esclerose múltipla.
"Desde os tempos medievais, que os médicos têm usado a canela para tratar uma variedade de distúrbios, incluindo tosse, artrite e dores de garganta", disse, em comunicado de imprensa,  o principal investigador do estudo, Kalipada Pahan, acrescentando que as "descobertas iniciais (que fizemos) em estudos realizados em ratinhos indicam que a canela pode também ajudar aqueles que sofrem de esclerose múltipla."
A ativação das células gliais no cérebro tem sido implicada na patogénese de várias doenças neurodegenerativas além da esclerose múltipla, como Alzheimer e Parkinson. A ativação das células gliais conduz a uma acumulação e segregação de factores de neurotoxina diferentes que causam diversas respostas auto-imunes causadoras de lesão cerebral.
"Essas reações auto-imunes no cérebro levam, por fim, à morte dos oligodendrócitos, um tipo de célula cerebral que protege as células nervosas e a bainha de mielina. No entanto, a canela tem uma propriedade anti-inflamatória que combate e inibe a ativação glial que provoca a morte das células cerebrais", explica Pahan.
Em estudos anteriores, Pahan foi capaz de demonstrar que o benzoato de sódio, um metabolito da canela, pode inibir a expressão de várias moléculas pró-inflamatórias nas células cerebrais e bloquear o processo da doença em ratinhos.
Diferentes doses de benzoato de sódio foram misturadas em água potável e administradas aos roedores. No modelo animal, a substância eliminou a pontuação de esclerose múltipla em mais de 70% e inibiu a incidência da doença em 100%.
Segundo apontou o cientista, atualmente, os medicamentos usados no tratamento da condição, “são caros, têm muitos efeitos secundários e uma eficácia de 30 a 40%. Se o nosso estudo for bem sucedido, um dia poder-se-á usar apenas uma colher de chá de canela por dia, com chá, leite ou mel, de modo a ajudar os pacientes com esclerose múltipla a gerirem o processo de doença".
A canela é segura e tem várias vantagens sobre os fármacos atualmente aprovados para tratar a esclerose múltipla, reforça o cientista, acrescentando ainda outros factores benéficos do uso da especiaria para tratar a condição: “não só é mais barata, como também não é tóxica e pode ser administrada por via oral, ao invés de uma injeção dolorosa”.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.




Comentário:
Há ainda quem decide não cruzar os braços perante esta doença tão atual nos nossos dias, como é o caso de um neurologista da Rush University Medical Center que fazendo pesquisas e experiências, aos poucos vai conseguindo resultados.
Segundo o artigo divulgado no site acima referido, está a ser verificada os benefícios da canela para a esclerose múltipla. Foi descoberto que a canela tem uma propriedade anti-inflamatória que combate e inibe também a ativação glial que é a responsável pela morte das células cerebrais que protegem a bainha mielina fazendo com que exista esclerose. Foi descoberto também anteriormente que benzoato, metabolito de canela, administrado em animais bloqueia o processo de doença, os estudos continuam na esperança de se conseguir fazer com que atue de igual forma nos humanos combatendo por fim esta doença, que até ao momento é classificada como incurável.


Por: Daniela Catarino

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Álcool reduz sintomas graves da Artrite Reumatóide


"Beber álcool pode diminuir os sintomas da artrite reumatóide, uma doença que não tem cura. Esta é a conclusão de um estudo da Universidade de Sheffield, na Grã-Bretanha, publicado ontem na revista Rheumatology.
A investigação contou com a participação de 873 pacientes com a doença, aos quais lhes foi perguntado que quantidade de álcool tinham consumido no mês anterior.
Durante a execução do estudo realizaram-se análises ao sangue dos pacientes e foram efectuados Raios X.


Verificou-se que os pacientes que mais vezes beberam álcool apresentaram sintomas menos graves do que os raramente o fizeram. Os testes realizados a quem consumiu mais bebidas alcoólicas revelaram menos danos e menos inflamação nos ossos e uma diminuição da dor e da incapacidade.
 Foram também inquiridas 1004 pessoas que não tinham a doença (usadas como grupo de controlo) e concluiu-se, também, que quem bebe álcool mais frequentemente tem menos hipóteses de a contrair."

Fonte:  http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=44275&op=all



Comentário: Como sabemos a artrite reumatóide é uma doença incurável e ainda não se sabe o tratamento específico desta, mas os técnicos especializados estão a investigar e cada dia estão cada vez mais próximos de descobrir a cura. No artigo foi referido que o consumo de álcool pode diminuir danos causados no corpo, ou seja, pode diminuir os sintomas da artrite reumatóide. Neste caso o consumo de álcool trás benefícios mas não podemos esquecer que a ingestão em excesso e uso indevido de álcool pode causar inúmeras outras patologias e ainda a dependência, o alcoolismo. Na minha opinião, a forma mais adequada de combater esta doença é adaptar um estilo de vida saudável e seguir as indicações do médico para tentar ter um estilo e uma boa qualidade de vida.


Por: Cristina Burdujan

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Descoberta de potencial cura para a EM


Um estudo realizado pela Northwestern University School of Medicine in Chicago sugeriu que transplantes de células-tronco podem controlar e até mesmo reverter os sintomas da esclerose múltipla, se o tratamento for iniciado a tempo.
Nenhum dos 21 voluntários diagnosticados com a doença, que tiveram células-tronco retiradas da própria medula óssea, piorou durante 3 anos. E, de acordo com os pesquisadores, 80% dos pacientes melhorou ao menos um ponto na escala de problemas neurológicos.
Mais testes ainda estão a ser planeados, mas a comunidade científica já considera os resultados encorajadores.
No início da doença, a maioria das causas do sistema são parcialmente reversíveis. Mas, depois de dez ou quinze anos sem tratamento, efeitos secundários começam a aparecer e os danos neurológicos são irreversíveis.
Outros testes haviam sido feitos antes, mas nenhum mostrou resultados tão optimistas além do tratamento com células-tronco.
O tratamento começa com a extração das células-tronco da medula óssea do paciente. Esse material é congelado enquanto drogas, que destroem as células danificadas pela Esclerose Múltipla, são administradas. Depois, as células-tronco são usadas para substituir as células destruídas do sistema imunológico.

Fonte:

Análise: 
A descoberta de potenciais curas/tratamentos tem aumentado exponencialmente a esperança e o estímulo de uma nova vida, mais sã, para os que sofrem de esclerose múltipla. Este tratamento vigora em substituir as células doentes (sem revestimento de mielina), através da morte celular, por células tronco, ou seja, células indiferenciadas que, consoante o tecido orgânico em que se encontram, podem  "especializar-se" em determinadas características para que desempenhem funções específicas daquele determinado tecido. 
Desconhecida a causa natural desta doença, este novo tratamento é pouco mais que um tiro no escuro. No entanto, é através destas experiências que se vão traçando novos caminhos que têm mais potencialidade em atingir a meta desejada, que é a cura. Esta é, portanto, um dos melhores procedimentos para travar a doença. Combinando com isto resultados futuros e o conhecimento da genética (pois este processo de substituição não pode alterar o código genético do doente, ou seja, não pode impedir a continuação da produção de células deficientes, uma vez que não altera o ADN do indivíduo), estamos uns passos mais perto de obter um "stop" à EM. 

Por: Daniela Freitas Canha e Sá.


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Estudo descobre a proteína causadora de Esclerose Múltipla

" Cientistas da Universidade de Zurique, na Suíça, conseguiram identificar a substância química responsável pelo desenvolvimento da esclerose múltipla e impedir a sua acção. A descoberta pode ser a primeira esperança de cura para mais de 2,5 milhões de pessoas que sofrem desta doença no mundo.
No estudo, feito apenas em ratos, os pesquisadores descobriram que, ao conter a acção de uma proteína do sistema imunológico chamada GM-CSF, a doença não se desenvolve. Nos casos em que a doença já estava em fase adiantada, foi possível reverter o quadro eliminando-se a proteína com o uso de anticorpos.
A GM-CSF tem papel importante para o sistema imunológico, ao combater vírus e outros invasores que provocam doenças ao organismo. Nos casos de esclerose múltipla, contudo, a proteína activa uma série de reações que culminam na destruição da mielina (camada de gordura que envolve a maioria das fibras nervosas) e prejudicam a transmissão de mensagens no cérebro."

Fonte:  http://veja.abril.com.br/noticia/saude/estudo-identifica-proteina-causadora-da-esclerose-multipla


Comentário: A esclerose múltipla é uma doença neurológica, de causa desconhecida, que interfere com a capacidade em controlar funções como a visão, a locomoção, o equilíbrio, entre outras. Considera-se uma doença sem cura mas cuja evolução é possível atrasar. 
Devido aos avanços e várias investigações cientificas foi descoberta a proteína causadora de esclerose múltipla, esta descoberta é um passo gigantesco para a descoberta da cura para esta doença. Visto que ao encontrar a proteína causadora da esclerose múltipla é possível travar o seu desenvolvimento e impedir a sua acção. Esta descoberta só foi testada em ratos e foi bem sucedida mas não se tem a certeza se este tratamento será eficiente para o ser humano, entratanto este progresso cientifico é bastante significativo para toda população mundial que sofre ou tem tendencia de ter esta doença, pois ao trata-la os humanos serão mais saudáveis e terão uma vida com mais qualidade.

Por: Cristina Burdujan

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Artrite reumatoide juvenil



O que é?
Artrite reumatoide juvenil, também chamada artrite reumatoide idiopática, é um tipo de artritecrônica que ocorre em crianças. É caracterizada por inflamação, dor, aumento de volume, vermelhidão e rigidez em articulações. Pode resultar em lesões articulares permanentes, afetar o crescimento e causar inflamação nos olhos (uveíte) e em órgãos internos.
A artrite reumatoide juvenil, assim como a artrite reumatoide de adultos, é considerada uma doença autoimune.
Entretanto, a forma juvenil pode desaparecer com a idade. Pode haver uma tendência hereditária com fatores desencadeantes envolvidos, mas pouco se sabe sobre isso.
A artrite reumatoide juvenil é classificada em três tipos principais, com base no número de articulações afetadas e no envolvimento de órgãos internos:
·         Pauciarticular (oligoartrite) – Afeta quatro ou menos articulações, em geral grandes articulações como os joelhos. Compreende cerca de 50% dos casos.
·         Poliarticular – Afeta cinco ou mais articulações, especialmente dos dedos e das mãos. É mais frequente em meninas.
·         Sistêmica – Afeta articulações e órgãos internos, provocando febre e erupções cutâneas intermitentes. É a forma menos comum.
Os sintomas variam entre as crianças e com o tempo, com exacerbações e remissões. Em alguns casos, são persistentes, em outros, desaparecem completamente. O diagnóstico de artrite reumatoide juvenil é considerado em crianças com sintomas durante pelo menos seis semanas. Os sintomas incluem rigidez matinal, claudicação, relutância em mover o membro afetado, dor e edema nas articulações afetadas. Crianças com a forma sistêmica têm febre intermitente, erupções cutâneas, aumento de linfonodos e, em alguns casos, aumento do fígado e do baço. As complicações podem incluir inflamação nos olhos e problemas de crescimento. As articulações afetadas podem ter crescimento acelerado ou atrasado, o que resulta em diferenças de comprimento entre os membros e deformidades articulares. O crescimento geral também pode ser afetado

Tratamento
Não há cura para a artrite reumatoide juvenil. Os objetivos do tratamento são diminuir a dor e a inflamação, manter a mobilidade e a função articular, e minimizar complicações. O tratamento varia para cada paciente e com a fase da doença.
Além de repouso e exercícios adequados, evitando estresse sobre as articulações afetadas, são usados anti-inflamatórios não esteroides, corticosteroides e imunossupressores.
É muito importante fazer fisioterapia e exercícios regulares para manter a amplitude de movimentos e a força muscular. Podem ser usadas talas para manter a posição adequada da articulação. A rigidez matinal pode ser aliviada com tratamento de calor e frio.
Talvez seja necessário fazer algumas adaptações em casa e na escola, mas, na maioria dos casos, é possível levar uma vida normal, e isso  deve ser estimulado.”


Comentário:
Como foi referido no artigo a cima artrite reumatoide não é uma doença exclusiva de adultos como algumas pessoas pensariam, é também detetada em crianças, mais particularmente nas meninas.
Este tipo de doença crónico pode afetar o crescimento da criança em causa, é uma doença detetável e para isso os seus pais apenas têm que estar atentos aos sinais, como por exemplo: inflamações, dores da área afetada e rigidez nas articulações.
A artrite reumatoide juvenil é hoje caracterizada em três tipos, consoante o número de articulações afetadas. O caso mais comum é o pauciarticular, este é caracterizado por 4 ou menos articulações afetadas, há também o poliarticular, mais usual nas meninas, afeta 5 ou mais articulações e por último, há o caso sistémico que afeta tanto as articulações como também os órgãos internos.
Pouco se sabe sobre as causas desta doença, pensasse que pode haver uma tendência hereditária com fatores desencadeantes envolvidos, mas até à data pouco se pode aprofundar.
A artrite juvenil não tem cura, sendo que os tratamentos administrados apenas diminuem os sintomas, como as dores e as inflamações, mantêm a mobilidade e a função articular, com visa a uma melhor adaptação da criança à doença.





 Por: Daniela Catarino

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Esperança no tratamento da Esclerose Múltipla

"A Esclerose Múltipla é uma doença que afecta a capacidade de comunicação das células do sistema nervoso no cérebro e da medula espinal. Em casos extremos pode resultar em incapacidade permanente.

Investigadores do Instituto Italiano de Saúde coordenam um projecto de investigação da União Europeia com o objectivo de desenvolver novas estratégias terapêuticas para curar os pacientes com Esclerose Múltipla. Antes, os biólogos tiveram primeiro que compreender os complexos mecanismos do desenvolvimento da doença.

Análises moleculares a amostras de tecido celular danificado confirmaram que a inflamação do sistema nervoso desencadeia o processo neurodegenerativo.

“Podemos por exemplo analisar amostras de lesões do interior do sistema nervoso central dos pacientes. Podemos não só confirmar a existência de lesões mas também a extensão delas. Podemos de alguma maneira estabelecer como essas lesões estão relacionadas com a presença de células do sistema inflamatório”, afirma Roberta Magliozzi, bióloga do Instituto Italiano de Saúde.

Os investigadores sabem agora como a doença evolui. Mas estão ainda inseguros quanto à forma como ela surge e às razões pelas quais só afecta determinadas pessoas.
Aqui no Instituto Karolinska, na Suécia, são feitos vários estudos com o objectivo de aprofundar o conhecimento das causas desta doença. Experiências laboratoriais são combinadas com ensaios clínicos em voluntários como Anette.
Anette Hansson, antiga hospedeira de bordo, ficou a saber que sofria de Esclerose Múltipla em 2005.
“Continuo a fazer as mesmas coisas que fazia antes. Mas de forma diferente. Já não corro, faço caminhadas apoiada com bastões. Já não danço ballet como costumava, agora faço yoga”, declara.
A investigação permitiu identificar alguns genes que se pensava estarem relacionados com a origem da doença.
“Descobrimos pelo menos 5 novos genes de risco da Esclerose Múltipla. Isolado, cada um, afecta muito pouco as probabilidades de desenvolver a doença. Mas juntos caminham no sentido da doença. Esta informação dá-nos novas ideias para encontrar alternativas terapêuticas” afirma Tomas Olsson, professor de Neurologia, no Instituto Karolinska.
Tomas Olsson combinou informação genética com diferentes estilos de vida e padrões ambientais e chegou a conclusões reveladoras.
“Há três suspeitos principais no que diz respeito aos factores estilo de vida/ambiente que podem ajudar a doença desenvolver-se. Primeiro a falta de exposição solar e como consequência a carência de Vitamina D. Segundo a infecção de um vírus, chamado Epstein-Barr. E o terceiro é o tabaco. A ligação entre fumar e a Esclerose Múltipla é uma descoberta recente. Aqui na Suécia compilámos e publicámos a maior quantidade de material sobre este assunto em toda a Europa. Os nossos estudos mostram que fumar aumenta o risco de contrair Esclerose Múltipla em 60%. Mas, em conjunto com dois genes de risco diferentes essa probabilidade aumenta para 2500%”, explica Tomas Olsson.
Avanços biológicos, genéticos e ambientais permitiram aos investigadores centrar-se em novas terapêuticas contra a neurodegeneração. Mas não implicam necessariamente o uso de novos medicamentos.
“Há claramente uma grande necessidade de desenvolver novos medicamentos para ajudar os pacientes. No entanto, o problema é que isso custaria aproximadamente um bilião de euros e demoraria entre 10 a 15 anos de trabalho árduo. Por isso pensámos como seria possível tomar um atalho. Foi isso que tentámos fazer. Estamos a ver se um medicamento que foi usado há muitos anos na Europa no tratamento da Hipertensão, que aumenta a pressão sanguínea, pode também ser usada para travar a neurodegeneração. Aquilo que temos visto nos nossos modelos é que sim, até um certo ponto, este medicamento trava a neurodegeneração”, diz Lars Fagger, professor de Neuroimunologia da Universidade de Oxford.
Actualmente vários países europeus trabalham em conjunto com um objectivo comum: encontrar uma cura para a Esclerose Múltipla.
“A nossa expectativa é que a ciência possa dar brevemente alguns resultados específicos. Se não para nós, para os pacientes, ou para os que sofrem da doença há pouco tempo”, afirma Claudio Conforti, paciente com Esclerose Múltipla.
“No que respeita à investigação da Esclerose Múltipla, há 25 anos dizíamos ao paciente: ‘volte quando estiver pior’. Há 15 era possível fazer alguns tratamentos para reduzir o número de recaídas em 30%. Hoje em dia existem certos tipos de tratamento que reduzem as recaídas em 60 a 70 %”, explica Tomas Olsson.
“Não estou à espera que os investigadores encontrem de um dia para o outro uma cura mágica para todos os pacientes. É uma doença complexa. Mas estou certo que pouco a pouco irão encontrar soluções para alguns de nós”, conta Francesco Sinibaldi.
“Para nós investigadores o desafio é compreender melhor as causas e a patogénese da doença para que, dentro de 15 anos, tenhamos melhores terapias”, afirma Tomas Olsson.
“Sinto-me bem. E conheci muita gente com Esclerose Múltipla que também se sente muito bem. Esta doença não significa que tenhamos que acabar numa cadeira de rodas. E mesmo que isso aconteça não é o fim da vida. Sinto realmente que tenho uma vida muito boa agora”, diz Anette Hansson."

Comentário: Este vídeo é um testemunho de que existe um avanço considerado nos estudos para a compreenção e tratamento da esclerose de placas. O testemunho dado pelas pessoas afectadas por esta doença é uma amostra de que o esforço feito no avanço dos tratamentos faz realmente uma consideravel diferença possibilitando os portadores desta doença a terem uma hipotese para uma vida normal. Ha que salientar a importância de investir em estudos desta doença pois o nosso meio é propicio ao desenvolvimento desta doença. Apurar as causas e procurar soluçoes para atenuar ou mesmo acabar com a progressão da esclerose de placas parece ser um dos objectivos da nossa sociedade, devendo ser apoiada por todos. Os tratamentos recentes tem resultados positivos devolvendo aos portadores a oportunidade de levar uma vida normal.

Por:Tamara Burlaka

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Estudo da ANDAR demonstra que a Artrite Reumatóide diminui o desempenho laboral

A doença afecta 40 mil portugueses, a maioria mulheres em idade activa.

"A Artrite Reumatóide provoca alterações médias a extremas no desempenho profissional de mais de 70 por cento dos doentes em idade activa, entre os 35 e os 65 anos, demonstra um estudo desenvolvido pela Associação Nacional dos Doentes com Artrite Reumatóide (ANDAR) apresentado hoje, data em que se assinala o Dia Internacional das Doenças Reumáticas, na Assembleia da República.
Este estudo, realizado com o propósito de analisar o perfil dos doentes com artrite reumatóide em Portugal, revela que a patologia afecta sobretudo as mulheres, em idade activa, e tem grandes impactos no desempenho funcional e profissional dos doentes.  Em Portugal, existirão 40 mil doentes a sofrer desta doença, um dado que se torna preocupante.
Estas alterações na actividade laboral traduzem-se, sobretudo, em absentismo – baixas e redução do tempo de trabalho – e em reformas antecipadas, com os impactos pessoais e socioeconómicos daí decorrentes. A questão económica é particularmente relevante dado que os doentes apresentam um gasto médio de 100€ mensais em medicamentos.
Os dados recolhidos junto de 1064 doentes apontam, ainda, para dificuldades na realização das actividades do dia-a-dia mesmo em idades mais jovens, com mais de 60 por cento dos doentes a referir alguma ou muita dificuldade em realizar a maior parte das actividades referidas, o que se reflecte num grande impacto na condição emocional dos doentes.
Arsisete Saraiva, presidente da ANDAR, explica que “já há algum tempo que sentíamos a necessidade de avaliar a real situação dos doentes com artrite reumatóide em Portugal e foi com esse objectivo que realizámos este estudo, cujos resultados vêm ao encontro dos alertas que temos, repetidamente, vindo a fazer: a artrite reumatóide tem um enorme impacto no desempenho laboral e produtividade dos doentes, especialmente das mulheres, que muitas vezes acumulam a actividade profissional e doméstica.”
António Vilar, reumatologista e secretário-geral da ANDAR, considera que “este estudo vem demonstrar que a artrite reumatóide tem um impacto relevante a nível da produtividade. Numa altura de crise económica é importante que se pense em medidas que permitam aos doentes com artrite reumatóide manterem-se activos e produtivos, contribuindo para a recuperação económica do país”."

Fonte: http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/estudo-da-andar-demonstra-que-a-artrite-reumatoide-diminui-o-desempenho-laboral.html

Comentário:
Após uma breve análise do artigo do estudo sobre o perfil dos doentes com artrite reumatóide em Portugal podemos concluir que é uma doença bastante incapacitante para pessoas que vivem dentro das cidades pois impossibilitam a realização de tarefas quotidianas cruciais que integram o indivíduo na sociedade. Posso concluir também que a maior parte da população afetada tem entre 35 a 65 anos cujo sexo é sobretudo o feminino. 
Por outro lado, quanto à questão económica preocupa muito o elevado preço dos medicamentos visto que estas pessoas não estão aptas a desempenhar as tarefas laborais adequadamente.
Por fim, sendo que as artritres têm um grande impacto na vida social e emocional dos afectados há que se adaptar soluções que permitam estes manterem-se activos e produtivos, de modo a poderem darem um contributo económico ao país.

Por:Tamara Burlaka