Artrite Reumatóide e Esclerose em Múltipla

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Artrite reumatoide juvenil



O que é?
Artrite reumatoide juvenil, também chamada artrite reumatoide idiopática, é um tipo de artritecrônica que ocorre em crianças. É caracterizada por inflamação, dor, aumento de volume, vermelhidão e rigidez em articulações. Pode resultar em lesões articulares permanentes, afetar o crescimento e causar inflamação nos olhos (uveíte) e em órgãos internos.
A artrite reumatoide juvenil, assim como a artrite reumatoide de adultos, é considerada uma doença autoimune.
Entretanto, a forma juvenil pode desaparecer com a idade. Pode haver uma tendência hereditária com fatores desencadeantes envolvidos, mas pouco se sabe sobre isso.
A artrite reumatoide juvenil é classificada em três tipos principais, com base no número de articulações afetadas e no envolvimento de órgãos internos:
·         Pauciarticular (oligoartrite) – Afeta quatro ou menos articulações, em geral grandes articulações como os joelhos. Compreende cerca de 50% dos casos.
·         Poliarticular – Afeta cinco ou mais articulações, especialmente dos dedos e das mãos. É mais frequente em meninas.
·         Sistêmica – Afeta articulações e órgãos internos, provocando febre e erupções cutâneas intermitentes. É a forma menos comum.
Os sintomas variam entre as crianças e com o tempo, com exacerbações e remissões. Em alguns casos, são persistentes, em outros, desaparecem completamente. O diagnóstico de artrite reumatoide juvenil é considerado em crianças com sintomas durante pelo menos seis semanas. Os sintomas incluem rigidez matinal, claudicação, relutância em mover o membro afetado, dor e edema nas articulações afetadas. Crianças com a forma sistêmica têm febre intermitente, erupções cutâneas, aumento de linfonodos e, em alguns casos, aumento do fígado e do baço. As complicações podem incluir inflamação nos olhos e problemas de crescimento. As articulações afetadas podem ter crescimento acelerado ou atrasado, o que resulta em diferenças de comprimento entre os membros e deformidades articulares. O crescimento geral também pode ser afetado

Tratamento
Não há cura para a artrite reumatoide juvenil. Os objetivos do tratamento são diminuir a dor e a inflamação, manter a mobilidade e a função articular, e minimizar complicações. O tratamento varia para cada paciente e com a fase da doença.
Além de repouso e exercícios adequados, evitando estresse sobre as articulações afetadas, são usados anti-inflamatórios não esteroides, corticosteroides e imunossupressores.
É muito importante fazer fisioterapia e exercícios regulares para manter a amplitude de movimentos e a força muscular. Podem ser usadas talas para manter a posição adequada da articulação. A rigidez matinal pode ser aliviada com tratamento de calor e frio.
Talvez seja necessário fazer algumas adaptações em casa e na escola, mas, na maioria dos casos, é possível levar uma vida normal, e isso  deve ser estimulado.”


Comentário:
Como foi referido no artigo a cima artrite reumatoide não é uma doença exclusiva de adultos como algumas pessoas pensariam, é também detetada em crianças, mais particularmente nas meninas.
Este tipo de doença crónico pode afetar o crescimento da criança em causa, é uma doença detetável e para isso os seus pais apenas têm que estar atentos aos sinais, como por exemplo: inflamações, dores da área afetada e rigidez nas articulações.
A artrite reumatoide juvenil é hoje caracterizada em três tipos, consoante o número de articulações afetadas. O caso mais comum é o pauciarticular, este é caracterizado por 4 ou menos articulações afetadas, há também o poliarticular, mais usual nas meninas, afeta 5 ou mais articulações e por último, há o caso sistémico que afeta tanto as articulações como também os órgãos internos.
Pouco se sabe sobre as causas desta doença, pensasse que pode haver uma tendência hereditária com fatores desencadeantes envolvidos, mas até à data pouco se pode aprofundar.
A artrite juvenil não tem cura, sendo que os tratamentos administrados apenas diminuem os sintomas, como as dores e as inflamações, mantêm a mobilidade e a função articular, com visa a uma melhor adaptação da criança à doença.





 Por: Daniela Catarino

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