Artrite Reumatóide e Esclerose em Múltipla

domingo, 27 de janeiro de 2013

Artrite Reumatoide Pode Atrapalhar Gravidez


Um estudo de cientistas da Califórnia, com 68 mil grávidas apontou que a artrite reumatóide (A.R.) pode atrapalhar os planos das mulheres em se tornar mães. Do total, 25% das mulheres com artrite reumatóide tentaram engravidar durante pelo menos um ano, sem sucesso. No caso das mulheres que não sofriam da doença, apenas 16% teriam demorado a engravidar durante este tempo. Além disso, 10% das mulheres com A.R. passaram por tratamentos de fertilidade em comparação a 8% das mulheres sem a doença.
A artrite reumatóide aparece quando o sistema imunológico ataca o tecido das juntas por engano, levando a inflamação, dor e danos às articulações. A doença é mais comum em mulheres que homens e, apesar de surgir durante a “meia idade”, ela pode afectar adultos também. O pesquisador Damini Jawaheer do Oakland Research Institute se questiona se é a doença ou os remédios para seu tratamento que podem afectar a fertilidade da mulher. “Pouco se sabe sobre os efeitos do tratamento de A.R. neste contexto”.
O médico disse que as mulheres que estão a tentar engravidar são aconselhadas a suspender o uso de medicamentos contra a artrite, porque algumas delas podem causar má formação no bebé. Ele pressupõe que quando a mulher para de tomar o medicamento, há um aumento da A.R. o que, de alguma maneira, retarda a possibilidade de gravidez. “Entretanto, mais estudos são necessários para investigar outras causas”, disse Jawaheer.
Os resultados foram baseados em 68 mil mulheres dinamarquesas que ficaram grávidas entre 1996 e 2002. Destas mulheres, 112 haviam sido diagnosticadas com A.R. antes da gravidez. Geralmente, as mulheres que sofriam da doença demoraram mais para conseguir conceber.


Comentário:
Como já foi referido a artrite reumatóide é uma patologia inflamatória que causa dor, inchaço e perda de função nas articulações, apresenta uma origem desconhecida e pode ocorrer em qualquer idade. Quando a artrite reumatóide não é tratada correctamente pode provocar consequências para as doentes traduzidas em incapacidade funcional e também compromete a qualidade da vida.
Esta patologia atinge mais mulheres do que homens, provavelmente devido a presença de alguns genes que permitem uma maior propensão da doença. A artrite Reumatóide pode comprometer o desejo de ser mãe, ou seja, como foi referido no artigo as mulheres que possuem esta patologia tem dificuldade em engravidar. Isto deve-se aos medicamentos que podem comprometer a formação e a saúde do bebé, por isso os especialistas recomendam suspender o tratamento, por outro lado ao suspender o tratamento pode existir o agravamento da artrite e deste modo retarda a possibilidade de gravidez. Entretanto com ajuda de bons tratamentos de fertilidade e com ajuda de um especialista qualquer mulher pode concretizar o seu sonho de ser mãe.

POR: Cristina Burdujan


sábado, 26 de janeiro de 2013

Nova esperança para esclerose múltipla


"Investigadores ingleses descobriram novos avanços para a cura da esclerose múltipla. Neurologista portuguesa sublinha, no entanto, que ainda vai demorar até a investigação ter resultados práticos.
Uma investigação realizada no Reino Unido oferece esperança de cura aos doentes com esclerose múltipla (EM), mas a investigadora portuguesa Maria José Sá alerta que este é um trabalho que ainda vai demorar muitos anos a dar resultados.
"Uma hipótese que está a ser estudada é o transplante de células estaminais poder de facto estimular as células que produzem mielina. Como a doença se caracteriza por perder mielina, se houver possibilidade das células que a produzem poderem serem regeneradas ou estimuladas, é possível curar a doença, mas disso estamos ainda longe", esclareceu a neurologista à Lusa.
Actualmente não existe uma cura para a EM, mas apenas tratamentos disponíveis que podem atrasar o avanço e aliviar os sintomas relacionados"


Comentário:
Como já foi referido anteriormente esclerose múltipla é uma doença inflamatória, em que são danificadas as bainhas de mielina que envolvem os axônios do cérebro e da espinal-medula.Esta destruição da bainha faz com que haja uma interrupção na passagem do sinal nervoso, o que dificulta a comunicação das células do sistema nervoso central (cérebro e espinal-médula).
Até à data não existe cura para esta doença, existem apenas diversos tratamentos capazes de abrandar o decurso da doença, mas como foi especificado no artigo a cima evidenciado, está a ser investigado um novo tipo de tratamento, um transplante de células estaminais, células" mestras" que têm capacidade de se transformarem em outro tipo de células. Têm-se em esperança que estas mesmas células estimulem as células que produzem mielina ou que as regenerem, fazendo assim com que a bainha mielina destruída volte a ser reposta sem que haja interrupção nas passagens dos sinais nervosos que necessitam destas.



Por: Daniela Catarino

domingo, 20 de janeiro de 2013

Esclerose de placas ou esclerose múltipla, o que é?


O que é?
É uma doença do Sistema Nervoso Central, lentamente progressiva, que se caracteriza por placas disseminadas de desmielinização (perda da substância - mielina - que envolve os nervos) no crânio e medula espinhal , dando lugar a sintomas e sinais neurológicos sumamente variados e múltiplos, às vezes com remissões, outras com exacerbações, tornando o diagnóstico, o prognóstico e a eficiência dos medicamentos discutíveis.
O que causa?
Não existem causas conhecidas para a esclerose múltipla, entretanto estudam-se causas do tipo anomalias imunológicas, infecção produzida por um vírus latente ou lento e mielinólise por enzimas.
Observações de casos familiares sugerem suscetibilidade genética e as mulheres são um pouco mais afetadas do que os homens.
Podemos dizer que atualmente há maior número de casos do que nos anos 50, e que as manifestações surgem entre os 20 e os 40 anos de idade, sendo que essa enfermidade teria menor prevalência e incidência na América Latina, principalmente no Brasil, pois é mais comum em climas temperados do que em climas tropicais.
O que se sente?
Os pacientes referem problemas visuais, distúrbios da linguagem, da marcha, do equilíbrio, da força, fraqueza transitória no início da doença, em uma ou mais extremidades, dormências, com períodos às vezes de melhoras e pioras, sendo que quando predomina na medula, as manifestações motoras, sensitivas e esfincterianas se encontram geralmente presentes, existindo raramente dor.
A evolução é imprevisível e muito variada. No início podem haver períodos longos de meses ou anos entre um episódio ou outro, mas os intervalos tendem a diminuir e eventualmente ocorre a incapacitação progressiva e permanente. Alguns pacientes se tornam rapidamente incapacitados. Quando a doença se apresenta na meia-idade a progressão é rápida e sem melhoras e às vezes fatal em apenas um ano.
Como se faz o diagnóstico?
O diagnóstico possível e provável dependerá da experiência do neurologista que, auxiliado por exames para-clínicos pertinentes, tais como: Ressonância Magnética, líquido cefalorraquidiano, potenciais evocados e outros, chegará ao diagnóstico definitivo, sem praticamente precisar do exame anátomo-patológico.
Qual é o tratamento?
Quanto ao tratamento, além dos cuidados gerais, recomenda-se fisioterapia e psicoterapia. Usam-se antivirais como Amantadina, Aciclovir, Interferon, Imunossupressores, ACTH, Corticóides que, se não curam, poderão melhorar às vezes sensivelmente a sintomatologia, sobretudo Pulsoterapia corticóide, acompanhado ocasionalmente por plasmaferese, são algumas armas utilizadas com o intuito de combater a doença, porém devemos reconhecer que são sumamente dispendiosos e com resultados discutíveis. Inobstante poder combater os sintomas como a espasticidade (droga antiespástica), toxinas botulínica, betabloqueadores e as dores raras do Trigêmeo (carbamazepina e clonazepam), inequívocamente auxiliam a vida dos pacientes, que apresentam sempre um sinal de interrogação no seu prognóstico.

 Visto que o tema do trabalho para o 2º período é artrite reumatóide e esclerose de placas decidi procurar o significado de uma delas como a minha colega já falou sobre a artrite reumatóide vou continuar nesse curso e falar sobre a esclerose de placas.A esclerose de placas, também conhecida como esclerose múltipla, é uma doença que afecta o sistema nervoso central caracterizando-se pela perda de mielina  que envolvem os axónios do cérebro e da espinal medula, o que leva à sua desmielinização. Não se sabe ao certo a causa desta doença mas as teorias aceites incidem em causas genéticas, infecciosas  e até mesmo devido a factores ambientais. As observações feitas a níveis familiares mostram que as mulheres estão mais susceptíveis a esta doença que os homens. Também observa-se um aumento do número de doentes ao longo dos anos. É uma doença dificilmente detectável e tratável dependendo o seu diagnóstico e tratamento da experiência do médico. Esta doença é bastante imprevisível, manifestando-se a nível da locomoção, visão, fala, da sensibilidade. Com a progressão da doença ficando a pessoa afectada incapacitada.

Tamara Burlaka

O que é Artrite Reumatóide: Definição e Sintomas


A Artrite Reumatóide (AR) é uma doença generalizada do tecido conjuntivo que afecta a pele, vasos, pulmões e outros órgãos, mas é mais pronunciada nas articulações. É gravemente incapacitante e destrói com mais frequência as pequenas articulações das mãos e dos pés. A causa inicial é desconhecida mas pode consistir numa infecção transitória ou doença auto-imune que se desenvolve contra o colagénio. Pode também haver uma predisposição genética. Seja qual for a causa, em última instância parece ser imunológica. As pessoas com AR clássica têm no sangue uma proteína, o factor reumatóide. As células do líquido sinovial e tecido conjuntivo associado proliferam, formando um “pannus” (camada grossa como as dos tecidos da roupa) que leva ao espessamento da cápsula articular e destrói a cartilagem articular. Nos estádios avançados pode haver fusão de superfícies articulares opostas.



Os seus sintomas são:
  • Dor articular;
  • Inflamação articular;
  • Rigidez articular (sensação de “prisão” dos movimentos): geralmente aparece pela manhã e vai desaparecendo progressivamente à medida que o doente exerce a sua actividade diária; a sua duração e intensidade são variáveis.
Outros sintomas são:
  • Cansaço;
  • Febre;
  • Dores no corpo.
Para se fazer o diagnóstico de artrite reumatóide é necessário que estejam presentes quatro ou mais dos seguintes critérios.
  • Rigidez matinal (dificuldade de movimentação ao acordar)com duração superior a uma hora por dia.
  • Artrite de três ou mais áreas, com sinais inflamatórios
  • Artrite das articulações das mãos ou punhos (Pelo menos 1 área com edema em punho, metacarpofalangeana ou interfalangeana distal)
  • Artrite simétrica - Envolvimento simultâneo bilateral (para as metacarpofalangeanas e interfalangeanas proximais, não precisa haver simetria perfeita)
  • Nódulos reumatóides
  • Fator reumatóide sérico positivo
  • Alterações radiográficas, tais como: erosões ou descalcificações articulares.
Para que os 4 primeiros critérios sejam válidos, é necessário que perdurem por, no mínimo, 6 semanas.


Fontes: Anatomia e Fisiologia de R.Seeley, T.Stephens, P.Tate - 6ªEdição, Editora Lusociência

http://www.roche.pt/sites-tematicos/artrite-reumatoide/index.cfm/o_que_e/sinais-e-sintomas/ 
Sinais e Sintomas de Artrite Reumatóide

http://www.roche.pt/sites-tematicos/artrite-reumatoide/index.cfm/o_que_e/sinais-e-sintomas/ 
Critérios Diagnósticos



Análise:
A artrite reumatóide, sendo uma doença cuja origem é desconhecida e cujos efeitos são altamente incapacitantes, deve carecer de elevada informação da parte do doente para que possa ter o melhor estilo de vida possível. Sendo auto-imune (doença em que os anti-corpos têm como alvo elementos (proteínas e hormonas por exemplo) do próprio organismo), há que procurar tratamentos efectivos e aliviantes dos seus efeitos. Como alternativas ao tratamento médico comtemporâneo, que não tem soluções definitivas para a AR, procurar fisioterapeutas e médicos de medicina tradicional/alternativa (reiki, karuna, acupuntura) pode ser um complemento importante para a lidação com a doença. 


Por Daniela Freitas Canha e Sá.